Palavra solta na gaveta entreaberta:
alerta!
Não há saída às passivas vozes que não se permitam impor ação:
reflexão!
Pense e faça. Insista e invista!
Lá só há lugar para quem se bem afigurar.
Substantive toda a abstrata ideia.
Faça dela seu passo certo e concreto nessa breve junção.
Palavras soltas na boca: louca impressão!
Conceito,
Preceito.
Aceito!
Leve a ousadia no peito e insista na satisfação.
Mude rumos sem se apressar.
Colha flores,
Plante vidas,
Proponha encontros com junção de sabores...
Conjugue as cores de outro amanhecer.
Palavras soltas e, na boca, não se apressam para chegar.
Palavras tantas que sequer se podem alcançar.
Onde hei de achar?
Palavras soltas que, no tempo, comunicação hão de encontrar...
Queira confiar!
sábado, 17 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
Essência
Essência
Se o mundo me quiser compreender,
terá então que se desfazer,
Permitir-se imperfeito.
Não há conselhos,
Não há passos a seguir,
nem consultas a fazer.
Se este for definido, planejado, constante...
Então a mim será mais distante.
Se o fizer de ímpeto,
canto ou verso improvisado,
Saber-me-á concluído,
atingido em todo à parte.
Sei-me sonhos,
esperançando caminhos e,
em meio às loucuras do mundo,
erguendo sempre os pedaços.
Medo?
NUNCA!
Este não me é um espaço.
Macioni Benjamin
Resposta
Tenho aprendido que há certas coisas com as quais, inevitavelmente, temos que nos acostumar. Do contrário não há como viver.
Quero acostumar com o MEDO para que eu possa medir meus passos e evitar erros que possam ser evitados.
Quero acostumar ao corre-corre do dia para aprender a não ser vencida pelo tempo e dele saber tirar todos os proveitos.
Quero acostumar à falta deste mesmo tempo
para que eu me lembre de valorizá-lo quando dele eu não dispor.
Preciso acostumar à ausência dos que me são caros, sem me fazer diminuída, quiçá gratificada pela possibilidade do encontro de outrora.
Quero acostumar a tudo o que me tiver remediado;
a sofrer de quando em vez ou todas às vezes se a vida assim quiser...
Só não acostumarei a me fazer vencida, derrotada, enfraquecida!
Tampouco me direi inativa, mas aprendi que o carpe diem é,
em tantas situações surgidas na vida, o real arrebatamento
já que não se pode prever, apenas ansiar o que se há de chegar.
(Macioni )
sábado, 10 de março de 2012
Natureza viva
Natureza
Verde que te quero vida,
Vida que te espero sempre habitada.
Mas enfim que se há para proclamar,
Quando sequer a sabemos preservar?
Vivemos a espalhar discursos de preservação mundial,
a difundir panfletos de lamentação social,
E, em verdade, não nos damos conta
da real situação a que submetemos diariamente,
aquela que dizem ser nosso grande tesouro:
A floresta AMAZÔNICA.
Se esta é de fato o nosso pulmão como(erroneamente) propagamos,
então preparemo-nos todos para uma enfermidade próxima,
Já incurável, pois nosso pulmão está completamente ameaçado!
Absurdo? Vaidade? AMBIÇÃO?
Tudo feito por uma única ação: a mão humana.
Esta que tem agido sem cautela,
transformando o multicolorido natural
em DEVASTAÇÃO total.
É chegada a hora de refletir que enquanto o homem
luta pela aquisição de poder,
a NATUREZA apenas PEDE para que a deixemos
SobreVIVER.
Verde que te quero vida,
Vida que te espero sempre habitada.
Mas enfim que se há para proclamar,
Quando sequer a sabemos preservar?
Vivemos a espalhar discursos de preservação mundial,
a difundir panfletos de lamentação social,
E, em verdade, não nos damos conta
da real situação a que submetemos diariamente,
aquela que dizem ser nosso grande tesouro:
A floresta AMAZÔNICA.
Se esta é de fato o nosso pulmão como(erroneamente) propagamos,
então preparemo-nos todos para uma enfermidade próxima,
Já incurável, pois nosso pulmão está completamente ameaçado!
Absurdo? Vaidade? AMBIÇÃO?
Tudo feito por uma única ação: a mão humana.
Esta que tem agido sem cautela,
transformando o multicolorido natural
em DEVASTAÇÃO total.
É chegada a hora de refletir que enquanto o homem
luta pela aquisição de poder,
a NATUREZA apenas PEDE para que a deixemos
SobreVIVER.
Tempo
Quase sempre, envolvidos por situações difíceis encontradas ao longo
de um caminho, paramos e, ao refletir, percebemo-nos frente a um processo contínuo. Estamos em uma infinita metamorfose, seja esta de ideias, buscas, ou de vida.
Durante muitos momentos perdidos, olhamos o céu, as estrelas, o sol, de novo o céu cinzento, a nebulosidade da noite, o dia! ( nem nos demos conta da passagem ocorrida).
Tudo queremos amanhã, mas infelizmente, em consequência deste hoje impensado, apenas permanecemos sem poder ser. Por sorte ou não, temos ao nosso lado o mestre maior; o sábio de todos os tempos - o Tempo!
Este será sempre o nosso mais real motivo de esperança. O tempo não para, tampouco nós devemos fazê-lo.
Porém, como nada ou tudo é perfeito, há momentos em que almejamos a estabilidade deste mesmo tempo.
Queríamos como incessante um sorriso verdadeiro, como eterna, uma presença especial; intransformável um encontro singelo.
Mas, já que sem forças ilimitáveis, apenas podemos aproveitar a exatidão desses acontecimentos, tornando-os dia após dia, mais resistentes.
Algumas raízes ficam e solidificam-se, outras voam com e como o tempo.
de um caminho, paramos e, ao refletir, percebemo-nos frente a um processo contínuo. Estamos em uma infinita metamorfose, seja esta de ideias, buscas, ou de vida.
Durante muitos momentos perdidos, olhamos o céu, as estrelas, o sol, de novo o céu cinzento, a nebulosidade da noite, o dia! ( nem nos demos conta da passagem ocorrida).
Tudo queremos amanhã, mas infelizmente, em consequência deste hoje impensado, apenas permanecemos sem poder ser. Por sorte ou não, temos ao nosso lado o mestre maior; o sábio de todos os tempos - o Tempo!
Este será sempre o nosso mais real motivo de esperança. O tempo não para, tampouco nós devemos fazê-lo.
Porém, como nada ou tudo é perfeito, há momentos em que almejamos a estabilidade deste mesmo tempo.
Queríamos como incessante um sorriso verdadeiro, como eterna, uma presença especial; intransformável um encontro singelo.
Mas, já que sem forças ilimitáveis, apenas podemos aproveitar a exatidão desses acontecimentos, tornando-os dia após dia, mais resistentes.
Algumas raízes ficam e solidificam-se, outras voam com e como o tempo.
Esquecimento! Bom ou ruim? Queremos e não queremos. Um dia, o bom ou ruim, tudo se vai. Nós também poderemos ir; quem irá lembrar? Se não lembrar, nada a fazer; o vento apagou "a mim, a você".
Sempre indo, infinitamente seguindo. Muito aprenderemos com suas lições. Experiências fortes e doídas e ricas. Tudo em todas as épocas será agora, hoje ou ontem. Não importa, apenas aconteceu e se você quiser, apenas lembrará.
Sempre indo, infinitamente seguindo. Muito aprenderemos com suas lições. Experiências fortes e doídas e ricas. Tudo em todas as épocas será agora, hoje ou ontem. Não importa, apenas aconteceu e se você quiser, apenas lembrará.
macioni benjamin
Enviado por macioni benjamin em 30/01/2008
Código do texto: T839774
Código do texto: T839774
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sexta-feira, 9 de março de 2012
SAUDADE
SAUDADE...
Vã é a luta que ousar travar contra ela.
Quando mais te animas a rompê-la, mais a alimenta e engrandece.
Se te fazes entregue ou vencido, então é que mostra renitente, soberba, dilacerando-te o peito, infiltrando-se até onde reside o último gotejar de pensamento, ousando lembrar que ali se faz imperante.
Amores, alegrias, dores ou simples lembranças. Tantas recordações de um tempo que se deseja esquecer ou reviver. São imagens, cheiros, sons - proferidos ou apenas desejosos de se terem realizado.
Saudade, saudade! Viagem sem rumo ou tempo de duração.
Afigura-se na alma, no corpo, no que restar se SER em um humano coração vivido.
Sê mortal!
Onipotentes julgadores da matéria viva;
soberanos observadores do espaço circundante;
ricos permutores de misérias, captadores de tesouros...
... Guerreiros em potencial.
Não obstante, ao versar com o labirinto da alma, desnuda-se da proteção combativa e nada... NADA se ousa propor ou mesmo decifrar.
Então se faz ínfimo o que se quer majestoso;
metade o que se fazia inteiro...
Passado o Presente.
Mas há que se saudar a SAUDADE e encará-la firmemente.
E sorri-la;
E chorá-la;
E querê-la como mais um capítulo sem o qual seria impossível de nos sabermos inteiros.
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